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Cedo ou tarde a maturidade vem…

É… e depois de muitas noitadas, chegou uma hora em que eu me cansei da fase de curtição. O espirito inconseqüente e ansioso se aquietou. E embora eu sempre tenha tido muita cede de viver, conhecer, descobrir, eu comecei a perceber que para aproveitar a vida intensamente eu não precisava fazer varias loucuras em uma noite só, e que embora isso faça parte, também existe intensidade na calmaria. De repente, era como se aquela garota imatura e sorridente que bebia até cair sem se importar com nada, puxava assunto com todo mundo que se aproximava e estava sempre rodeada de gente, não fosse mais a mesma que eu via refletida no espelho.

Comecei a ficar mais seletiva.  Aquele grupinho de amigos, as piadinhas, a zoeira, não pareciam mais tão divertidos e eu me sentia deslocada. Passar o fim de semana de ressaca por uma noite de bebedeira não valia mais tanto a pena, e não demorou para eu trocar as baladinhas por noites regadas a uma boa conversa olhando as estrelas na sacada. Substituí o copo de vodka pela taça de vinho. Os papos chatos por um bom livro.  A ansiedade pela prática da paciência. Aquelas dez amigas parceiras que sempre estavam comigo nas festinhas, logo foram se tornando sete, depois cinco, três… e no fim das contas, percebi que só tinha uma ou duas.

Aos poucos, fui me cercando apenas do que me fazia bem e me deixava em paz. Me livrei de tudo aquilo que, de alguma forma, me distanciavam da pessoa que eu queria me tornar. Finalmente criei coragem para dar um fim as relações mal estabelecidas e cheias de inseguranças que se arrastavam na minha vida. Decidi tirar um tempo pra mim. Para me conhecer, me questionar. Para descobrir o que gosto de fazer e o que faço por conveniência. Pra diferenciar prioridade do que é descartável, e pra saber se gosto das que tenho ou se é melhor estabelecer outras. Sensatez, clareza, plenitude foram consequência. Claro que festas, farra, bebidas, fizeram parte de um período muito importante e feliz  que eu vivi, e vivi muito bem, obrigada! Mas foi só isso, um período. Algo passageiro, momentâneo, um círculo que devia, e foi encerrado.

A verdade é que hora ou outra, a medida em que o tempo passa e vida acontece, inevitavelmente a maturidade vem. Assim, de supresa e sem pedir licença. Vem pra te agregar. Pra te ensinar que não adianta só crescer por fora, a gente tem que crescer por dentro também. Pra te mostrar que a questão não é parar de curtir, nem curtir loucamente, mas alcançar o equilíbrio entre as duas coisas.
Que a vida não para e você também não pode, mas que ela muda e se adaptar é muito mais divertido do que insistir na que passou. Sei bem que no futuro, quando chegar no tão falado “lá”- que eu ainda  não sei onde é, mas que pretendo descobrir em breve -essa fase vai passar e outra vira. Eu não espero estar pronta, porque nunca estamos, de fato, prontos para o novo. Tudo que não é famíliar da medo e causa receio. Isso é normal e no fim é o que da graça a coisa. Também não espero ter experiência para saber lidar com a situação, porque não importa o quanto a gente viva e o que conheça, sempre haverá o desconhecido para se explorar. Mas eu espero, com todo medo e incerteza, estar sempre aberta a tudo que vier. Amém!

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